Wanessa Camargo

Wanessa Godói Camargo Buaiz

¤ 28/12/1982 –  † 18/03/2010
Filha do Zezé

Epitáfio: “Para conhecermos os amigos é necessário passar
pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e,
na desgraça, a qualidade deles
(Confúcio)

Herdar o talento artístico do pai (ou da mãe), ser introduzido no meio artístico por conta deste talento inato e de uma providencial e desejável “ajudinha” não deveria ser motivo de vergonha para ninguém. O problema com Wanessa (ex-Camargo) é que mesmo não tendo o que herdar de seu pai além do sobrenome, não desenvolveu suficientemente nenhuma habilidade que justificasse seu prolixo portifólio.

Aliás, NOME é um ponto sensível da estratégia de reposicionamento de , como é chamada pelos desafetos. Com o firme propósito de descolar sua imagem e sua carreira da sombra do pai, o filho de Francisco e já aposentado Zezé Di Camargo, ela desceu aos porões da ingratidão renegando o próprio sobrenome que, de alguma forma no passado, lhe abriu portas sempre trancadas a gente muito mais competente.

O que talvez poucos percebam é que apesar do pouco ‘gás’ para televisão, estampa muitas capas de revista e aparece em anúncios publicitários com relativa frequência. Eis aí o dilema da carreira de  Wanessa: ser uma cantora que faz propagandas ou uma atriz de propagandas que se traveste de cantora para ‘anabolizar’ o retorno das campanhas que protagoniza?

Na esteira desse aspecto meramente mercantilista de sua trajetória, não se pode deixar de observar que a natureza fez a sua parte e a trouxe aos seus quase 30 anos, momento em que começam a surgir as dificuldades de se vender produtos a adolescentes para quem ela é quase uma anônima. Por outro lado, suas antigas fãs amadureceram e não caem mais nas mesmas armadilhas dos anunciantes. Seus estrategistas quebram agora a cabeça para cumprir a missão de conduzir essa antiga estrela adolescente de terceiro escalão ao posto de resignada e medíocre estrela pop, se é que possuem competência e tempo de vida para tanto.

Suas várias mudanças de rumo do ponto de vista profissional, estético, musical e até do próprio nome artístico, transformaram seu currículo num rol de equivocadas tentativas de copiar e ‘abrasileirar’ modelos de sucesso estrangeiros, como Mariah Carey e Shakira.  Estas medidas imprimiram-lhe o rótulo de inconstante, perdida nos peculiares meandros de sua carreira, contrariando até seu discurso de que é uma artista de vanguarda, assertiva que carece, evidentemente, do mínimo fundamento.

Talvez falte a Wanessa ‘Di’ Camargo a sinceridade de uma pessoa próxima que lhe indique a direção de uma verdade crua, mas libertadora. A verdade de que as luzes de sua carreira já se apagaram e que é hora de refugiar-se no que lhe resta de dignidade, seja na escuridão dos bastidores ou no silêncio do sepulcro que já lhe cabe.

O que nos restará de Uã será a memória de um cartaz  de propaganda amarelado, em algum display esquecido num ponto de ônibus qualquer.

Se muito…


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104 Respostas para “Wanessa Camargo

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