Alexander de Almeida: quando a miséria é existencial

alex_010-jpgO fim é inevitável e a vida, a cada batida de um coração, é uma luta contra essa inexorabilidade.

E nessa luta brutal é preciso que, a cada novo suspiro, inspiremo-nos, motivamo-nos, movamo-nos, aprimoremo-nos, desenvolvamo-nos e mantenhamos, sobretudo, a fé no projeto humano e no mistério de sua missão cósmica que é, certamente, superior e peculiar.

Precisamos, a cada novo dia, elevar nossas mentalidades para a responsabilidade que cada indivíduo tem de transformar a própria vida e a vida de outrem em algo que honre o papel da humanidade na vastidão sombria e desconhecida do Universo.

O homem é o único ser (conhecido) com a capacidade de optar entre fazer de sua existência terrena algo elevado do ponto de vista dos valores subjetivos que o torna sui-generis. Por outro lado, pessoas ditas “poderosas” como esse tal Alexander de Almeida, tem mesmo essa infinita capacidade de diminuir a experiência humana, de torná-la vil, mesquinha, rebaixada e ainda menor frente a imensidão do Cosmo.

Eu queria que essa minha manifestação fosse leve e debochada, como de praxe (?), mas um café mal-feito e as pulgas do catre sobre o qual repouso meu esqueleto alquebrado e fedorento inviabilizaram mais essa missão.

Resta-me (vejam, estou tentando) crer que a matéria da Veja São Paulo tenha sido uma tentativa velada de ironizar e caricaturar essas pessoas que, embevecidas pelas próprias possibilidades mortais, diluem-se espiritualmente metamorfoseando-se no limo por onde toda a raça humana escorre rumo ao esgoto de uma insignificância atroz, deprimente e deplorável.

Se o jornalista que assina a reportagem a tiver feito como fez, com algum outro objetivo senão esse, ou ainda, o de manter o maldito status quo sob a argumentação burra do cumprimento do dever, estamos, meus caros amigos, definitivamente PERDIDOS e… “bem vindos ao inferno”.

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3 Respostas para “Alexander de Almeida: quando a miséria é existencial

  1. E depois ainda pedem respeito, quando criticamos a tal “revista”… tsc, tsc…

    Não é falta de pauta nao….

    É descaso com o verdadeiro “Brasil” que insiste em cobrir com lantejoulas as velhas feridas…….

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  2. Amigo, não tinha lido este texto! Realmente expressa minha perplexidade quando assisti pela primeira vez ao vídeo… é bem este o pensamento: “Se o jornalista que assina a reportagem a tiver feito como fez, com algum outro objetivo senão esse, ou ainda, o de manter o maldito status quo sob a argumentação burra do cumprimento do dever, estamos, meus caros amigos, definitivamente PERDIDOS e… “bem vindos ao inferno”.” Como se diz aqui em Minas: “O Trem tá feio!”

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